Depoimento da Tenda de Umbanda Caboclo Araçaçu e Caboclo Tamandaré nos Festejos de Iemanjá 2025.
- Festejos de Iemanja

- 7 de jan.
- 2 min de leitura
Com mais de 53 anos de fundação registrados oficialmente, a Tenda de Umbanda Caboclo Araçaçu e Caboclo Tamandaré carrega uma história que antecede 1972, marcada pela fé, pelo compromisso espiritual e pela preservação das tradições de matriz africana no litoral paulista.

Ao longo de décadas, a casa participou ativamente dos Festejos de Mãe Iemanjá, realizando suas celebrações nas praias de Mongaguá e Peruíbe. Nos últimos anos, a Tenda retornou com seus rituais para a cidade de Praia Grande/SP, reafirmando seu vínculo histórico com o município e com a espiritualidade ligada ao mar.
Barreiras no espaço público e o desafio da continuidade
Apesar da tradição e da relevância cultural e religiosa, os últimos festejos trouxeram desafios preocupantes. Segundo o depoimento da dirigente Simone Martins, a Tenda passou a enfrentar obstáculos que colocam em risco a continuidade de uma das celebrações mais simbólicas da religiosidade brasileira em espaço público.
Em 2025, durante os festejos, foi identificado um movimento que caracterizou um boicote estrutural, com a negação de acesso à energia elétrica, recurso essencial para a realização dos trabalhos espirituais.

“Estivemos com cerca de 60 pessoas em um espaço pequeno, sem eletricidade, impossibilitados de realizar nossos trabalhos espirituais da forma adequada e segura”, relata a dirigente.
A ausência de energia não se trata de um detalhe técnico ou benefício opcional. Trata-se de uma condição básica de funcionamento, especialmente para instituições que pagaram regularmente para ocupar espaço público e que, historicamente, contribuem para o fortalecimento do turismo religioso e cultural da cidade.
A importância da organização coletiva e do apoio institucional
É justamente diante desse cenário que ganha destaque o trabalho do Consórcio das Federações participantes da organização dos Festejos de Iemanjá, entidades cadastradas junto à Prefeitura e à SECTUR, que se uniram para oferecer apoio, representatividade e mais facilidade aos religiosos.
A atuação conjunta das federações tem sido fundamental para garantir:
Organização transparente
Interlocução institucional com o poder público
Estrutura mínima e digna para os terreiros participantes
Segurança jurídica e administrativa para os religiosos
Essa matéria tem como objetivo dar voz às casas que vivenciaram na prática a diferença entre estar sozinho e contar com uma estrutura organizada, mostrando como o apoio coletivo fortalece não apenas os festejos, mas a liberdade religiosa e o respeito às tradições.

Fé que resiste e segue ocupando seu espaço
Os Festejos de Iemanjá não são apenas um evento religioso: são patrimônio cultural, expressão de identidade e um ato público de fé. Garantir condições dignas para sua realização é garantir o direito constitucional ao culto e à manifestação religiosa.
O depoimento da Tenda de Umbanda Caboclo Araçaçu e Caboclo Tamandaré representa muitas outras casas que, ao longo dos anos, enfrentaram dificuldades semelhantes — e reforça a importância da união entre federações, poder público e comunidade religiosa.
📍 Publicação oficial:👉 www.festejosdeiemanja.com.br Depoimento feito por FIS25-1. 062 Dirigente Simone Martins Instagran: @tuaracacutamandare
Contato: (11) 933402361





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