Casa de Caridade Boiadeiro Capataz e Zé Pilintra realiza celebração a Iemanjá nos Festejos de 2025
- Festejos de Iemanja

- 22 de dez. de 2025
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No dia 13 de dezembro de 2025, a Casa de Caridade Boiadeiro Capataz e Zé Pilintra, fundada em 2020 e localizada em Pirituba – São Paulo, deixou seu chão sagrado e seguiu em peregrinação espiritual até a orla de Praia Grande, para reverenciar a Rainha do Mar nos Festejos de Iemanjá.
Mais do que uma viagem, foi um movimento de fé. Um deslocamento físico que representou, sobretudo, um deslocamento interno, espiritual e coletivo, conduzido com firmeza, consciência e responsabilidade por Pai Renato de Ogum (Tata Renato), sacerdote que carrega em sua trajetória o compromisso com a verdade do culto e o cuidado com cada filho de sua casa.
Um chamado atendido com responsabilidade e união
A realização da festa exigiu organização, esforço e entrega. Cada filho de fé foi convocado não apenas a participar, mas a assumir sua parte no processo, compreendendo que a espiritualidade caminha junto com o compromisso humano.
Mesmo diante das dificuldades naturais que surgem em grandes deslocamentos e eventos coletivos, a família de axé respondeu ao chamado com maturidade, respeito e senso de responsabilidade. Foi o reflexo de uma casa que se constrói não apenas nos rituais, mas no vínculo, na disciplina e na união.
Canto, oração e presença espiritual
À beira-mar, o que se viu foi uma celebração marcada pela beleza do sagrado em sua simplicidade e profundidade. Os cantos ecoaram, as orações se elevaram e o silêncio do mar acolheu pedidos, agradecimentos e entregas.
A presença de Iemanjá foi sentida de forma intensa: trazendo equilíbrio aos corações, serenando pensamentos e fortalecendo espiritualmente todos os que ali estavam. Cada gesto, cada reza e cada ponto cantado carregava o peso simbólico de um ano inteiro de aprendizados, desafios e superações.

Encerramento de ciclo e amadurecimento espiritual
O encontro com o mar simbolizou, para os filhos da Casa de Caridade Boiadeiro Capataz e Zé Pilintra, o encerramento de um ciclo. Um ciclo onde laços foram estreitados, onde a espiritualidade foi cultivada com constância e onde muitos aprenderam que caminhar na fé exige mais do que pedir: exige postura, compromisso e coerência.
Ao longo do ano, a casa se manteve firme em seus propósitos, mesmo diante das dificuldades, fortalecendo a compreensão de que cada passo no caminho espiritual tem um custo — não financeiro, mas ético, emocional e humano.
A palavra do sacerdote: fé exige responsabilidade
A mensagem deixada por Pai Renato de Ogum aos seus filhos é direta, madura e profundamente educativa:
Não adianta pedir caminhos à espiritualidade se não há compromisso para honrar as alianças firmadas.Não adianta desejar bênçãos sem coragem para caminhar no chão que foi preparado.E não há crescimento sem perseverança para atravessar os momentos difíceis.
A espiritualidade responde quando encontra verdade na postura, constância no agir e humildade para compreender que nada no caminho é gratuito. Cada dificuldade carrega um ensinamento, e cada conquista só se sustenta quando há responsabilidade sobre aquilo que se pede — e sobre aquilo que se recebe.
Um novo tempo que se inicia
O encerramento deste ciclo, aos pés de Iemanjá, não marca um fim, mas um recomeço mais consciente. Um novo tempo guiado pela fé amadurecida, pelo compromisso coletivo e pelo respeito à própria jornada espiritual.
Que a Rainha do Mar siga equilibrando emoções, protegendo caminhos e conduzindo cada filho da Casa de Caridade Boiadeiro Capataz e Zé Pilintra com sabedoria, firmeza e amor.
Axé.





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